segunda-feira, 7 de março de 2016

Entrevista a António Ferreira, Presidente da Junta do Guardão

António Ferreira, presidente da Junta do Guardão desde o ano,  viveu os incêndios da serra do Caramulo de forma interventiva, participando no combate ao fogo,  viu-se inclusive no meio das chamas e recorda com algum pesar aqueles dias em que viu a sua linda serra desaparecer. Autarca a residir no Caramulo, sente os problemas das suas gentes. Não é sobre o seu pelouro que o decidimos interrogar, mas por residir no Caramulo, poderia ter muito que contar quer enquanto responsável autárquico quer enquanto habitante do Caramulo sobre o fatídico ano de 2013.



- Como foram aqueles dias em que acordava e via o fogo e o fumo por todo lado?
Foram dias terríveis! Sente-se uma incapacidade e impotência perante a força das chamas. Foi uma altura do ano de altas temperaturas – estávamos em Agosto – estava tudo seco… não há memória de nenhum dos vivos daquela tragédia que aconteceu no Verão de 2013!

- Chegou a combater o fogo?

Sim. Em vários locais e em diferentes alturas, tanto de noite como de dia. É importante referir que devemos todos ajudar e combater este flagelo, no entanto devemos ter sempre em conta a segurança de cada um e de todos os que nos rodeiam; colaborar com as Forças de Segurança, Bombeiros e Proteção Civil.


- O que sentiu quando dia após dia o fogo se espalhava e consumia a serra?
Senti uma grande tristeza; apesar dos esforços de todos, não foi possível dominar as chamas e infelizmente perderam-se vidas humanas, o que veio dar uma dimensão de profunda tristeza e revolta com o que se estava a passar. Tentei ter sempre destreza de espírito para dar alento a todos os que combatiam o fogo e todos os que viam os seus bens a serem destruído, mas houve alturas em que foi difícil manter a calma – o cansaço e todo aquele cenário dantesco mexem com qualquer um.  

-Chegou a arder-lhe alguma propriedade sua?
Sim. Pequenas parcelas de pinheiro.


7º H

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